quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Vale a pena ser honesto?

Vale a pena ser honesto? A dúvida tem dois mil e quinhentos anos, do tempo do profeta Malaquias: “A gente vê que tudo dá certo para os maus; quando põem Deus à prova, eles não são castigados” (3.15).  



Mas será que é assim mesmo? Conhecemos o ditado: “a justiça tarda mas não falha”. E isto fica evidente na experiência do profeta: “E mais uma vez o meu povo verá a diferença entre o que acontece com as pessoas boas e com as más” (3.18).  

A parábola do empregado (Lucas 12.41-48) que faz as coisas certas só quando o patrão está na frente dele traz um recado de Jesus para os que nem estão aí com a ética, honestidade, fidelidade, justiça: o patrão voltará no dia em que o empregado infiel menos espera. 
Dias atrás li o artigo “Enganar as pessoas no trabalho pode arruinar uma carreira”, de um diretor de empresa. Ele baseia-se na famosa frase “pode-se enganar a todos por algum tempo, pode-se enganar alguns por todo o tempo, mas não se pode enganar a todos durante todo o tempo”. Entre várias situações de desonestidade e corrupção, cita o caso de empresas que manipulam seu balanço financeiro e lembra o que aconteceu com Eike Batista.Se você quer crescer profissionalmente de forma duradoura, não engane ninguém”, conclui o autor. 
O recado é oportuno especialmente aos nossos políticos, os eleitos e os que serão eleitos.
                                           

Agora, não podemos esquecer que quando a Bíblia fala em "pessoa boa e pessoa má", ela é categórica: “Todos pecaram e estão afastados da presença gloriosa de Deus. Mas, pela sua graça e sem exigir nada, Deus aceita todos por meio de Cristo Jesus, que os salva” (Romanos 3.23,24). 

No entendimento bíblico, só é espiritualmente bom e justo aquele que está unido pela fé com a única pessoa que foi honesta e perfeita na face na Terra, o Deus-Homem. É nesta e por esta nova vida que a Bíblia conclama: "Sejam filhos de Deus, vivendo sem nenhuma culpa no meio de pessoas más que não querem saber de Deus" (Filipenses 2.15).

Marcos Schmidt
pastor luterano
marsch@terra.com.br

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Votar é um Dom Divino

    

“Não existe nenhuma autoridade sem a permissão de Deus”, escreve o apóstolo Paulo na carta aos romanos. Diz isto sob a impiedosa ditadura do Império Romano. Se hoje podemos escolher nossos governantes e legisladores num regime democrático, certamente estamos mais próximos à vontade daquele que “é Rei e governa todas as nações” (Salmo 22.28).
     A Bíblia fala dos deveres e direitos das autoridades políticas, condena injustiças, opressão e tirania, sem defender um sistema de governo – monarquia, democracia ou outra configuração. No entanto, a democracia tem um jeito parecido com maneira de Deus governar, ao dar liberdade de escolhas com responsabilidades e consequências.

     Na compreensão deste princípio, de que a instituição do poder político vem de Deus – num mundo que precisa de gente que manda e de gente que obedece – percebe-se o significado das urnas: votar é um dom divino. Por tabela, Deus escolhe pessoas por nossas mãos. Se os governos não cumprem o seu dever, isto fica na conta deles e um dia terão que prestar satisfação ao Criador.
      Assim, longe de nós o uso indevido do poder das urnas. Também nosso compromisso na política não fica apenas na hora do voto. Afinal, somente um país bem governado oferece condições ao grande propósito divino, “que todos sejam salvos e venham a conhecer a verdade” (1 Timóteo 2.4). A injustiça, a fome, a guerra, a ignorância, a desobediência, a imoralidade, a violência, enfim, o caos numa sociedade, além de desagradar o Criador, dificulta a sublime tarefa de “preparar o povo de Deus para o serviço cristão, a fim de construir o corpo de Cristo” (Efésios 4.12).  
     Não por nada que o apóstolo recomenda: “Orem pelos reis e por todos os que têm autoridade, para que possamos viver uma vida calma e pacífica, com todo o respeito a Deus e agindo corretamente” (1 Timóteo 2.2). Neste momento, a recomendação é outra: “Orem pelos eleitores para que possam escolher bons governantes”.


Marcos Schmidt - pastor luterano
marsch@terra.com.br

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

PRONUNCIAMENTO DAS IGREJAS EVANGÉLICAS HISTÓRICAS SOBRE AS ELEIÇÕES GERAIS DO BRASIL - 2014



As igrejas evangélicas históricas do Brasil, em virtude da realização das eleições gerais em 5 de outubro (1º turno) e em 26 de outubro (2º turno) e considerando o papel de seus membros no exercício pleno da cidadania, bem como o comprometimento dessas igrejas com o Estado democrático de direito e o seu reconhecimento e apoio às instituições democráticas, expressas nos Poderes constituídos da República, vêm junto a seus membros e à sociedade brasileira em geral fazer o seguinte

PRONUNCIAMENTO
1. Nenhum sistema ideológico de interpretação da realidade social, inclusive em termos políticos, pode ser aceito como infalível ou final nem é capaz de interpretar os conceitos bíblicos da história e do reino de Deus, no entanto, cremos que Deus, Senhor da história, realiza a Sua vontade de várias maneiras, inclusive por meio da ação política;
2. As eleições são parte do processo de busca permanente de equidade social, de garantia dos direitos fundamentais à pessoa humana, de vivência ética e comunitária, às quais estimulamos o protagonismo de homens e mulheres cristãos, comprometidos com os valores do Evangelho de Cristo;
3. A democracia é um valor universal, bem como o governo representativo dela decorrente e a sociedade democrática pressupõe pluralidade de ideias e a livre expressão do pensamento político, alternância do poder, em forma republicana de participação popular;
4. Os chamados mensalões, julgados e ainda não julgados pelo STF, expuseram, na esfera partidária, a dualidade de forças políticas de matizes ideológicas distintas, que se digladiam eleitoralmente, visando o acesso ao poder, mas revelam a fragilidade dos partidos majoritários na elaboração de suas amplas alianças partidárias que, em muitos casos, não são de natureza político-ideológica, mas se constituem em verdadeiro fisiologismo;
5. O sistema de financiamento de campanhas admitido no Brasil é perverso, indutor e retro-alimentador da corrupção e termina por eleger, majoritariamente, verdadeiros representantes do poder econômico e não dos interesses da maioria da população;
6. O atual sistema político reflete partidos políticos que não têm identidade e realizam alianças que não fidelizam ideais, mas denunciam conveniências e interesses corporativistas. De igual modo, o modelo presidencialista de coalizão compromete a ética e a democracia cujos pressupostos são a fiscalização e a alternância no poder;
7. Candidatos/as frutos de estratégias de marketing e alianças comprometedoras não são dignos de voto;
8. Ninguém deve receber voto simplesmente por expressar a fé evangélica, antes, deve-se recordar que “a fé, se não tiver obras, por si só estará morta” (Tg 2.1). Entretanto candidatos e partidos que defendem em seus programas posições que se oponham a valores cristãos tais como justiça e paz; integridade da vida e da criação; preservação da família; honestidade e respeito ao bem público não podem merecer nosso voto.
9. O processo político não se esgota com as eleições e os valores da cidadania, marcados por gestões públicas transparentes e probas, têm correspondência na vida de integridade cotidiana de cada cidadão e cidadã brasileira, na participação, nas reivindicações e na projeção de ações que visem o bem comum.
10. Repudiamos o “voto de cabresto”; o chamado “curral eleitoral”, bem como a troca do voto por favores sejam pessoais ou coletivos, exortando seus integrantes a exercerem o direito do voto de maneira consciente e bem fundamentado cientes da delegação de poder que o sufrágio nas urnas confere aos eleitos.

Conclamamos o povo de Deus que se reúne em nossas igrejas à participação na escolha das futuras lideranças: Presidente da República, governadores, senadores, deputados federais e estaduais e, para isso, também o convocamos à oração e à reflexão, que possam nos orientar para que nossas escolhas se traduzam no bem comum de todos os brasileiros e brasileiras.

Assinam esse documento:
Igreja Metodista Livre
Igreja Evangélica congregacional do Brasil
Igreja Evangélica Luterana do Brasil
Convenção Batista Nacional
Igreja Metodista Wesleyana
Igreja Presbiteriana Unida do Brasil 
Igreja Metodista
Igreja Evangélica Luterana no Brasil 
Igreja Presbiteriana Independente do Brasil 

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Fulano da Melancia, Beltrano do Corcel

Não vi muitos programas da Propaganda Eleitoral Gratuita. Mas nos que consegui ver, notei que continuam aparecendo algumas figuras inusitadas. Não são figuras públicas conhecidas, não são pessoas com experiência em vida pública, não são pessoas capacitadas a administrar uma sociedade em ebulição. Nada contra estas pessoas. Mas elas acabam demonstrando o jeito brasileiro de fazer política. Política acaba sendo não uma função de servir e representar, mas é vista como uma fonte de lucro e renda extra. Aí surgem figuras pitorescas como “Fulano da Melancia”, “Beltrano do Corcel” ou até mesmo o famoso slogan “Não sei o que faz um Deputado Federal, mas vote em mim que eu te conto”.
            O resultado desta visão está por aí, bem diante de nossos olhos. Por exemplo: Ministros do Supremo Tribunal Federal reajustando seus próprios salários em 22%, muito acima do reajuste do Salário Mínimo, que gira em torno de 8,5%. Seguindo a lógica, seria justo um plebiscito popular para o reajuste anual do mesmo. Que tal?
            Política não é coisa ruim. A política é boa e precisamos dela para viver. Deus se manifesta sobre ela: “Quando os honestos governam, o povo se alegra; mas, quando os maus dominam, o povo reclama. Quando o governo é justo, o país tem segurança; mas, quando o governo cobra impostos demais, a nação acaba na desgraça” (Provérbios 29. 2;4). A política em si é boa. É instrumento de Deus para nos dar segurança, educação, saúde, cidadania e paz. Se a política leva a fama de suja, é porque o ser humano a sujou com seus interesses corruptos.
            Então fica a dica: política não é fonte de renda extra, mas uma função de servir e representar. Não é emprego, mas é colocar-se à disposição de Deus para dar cidadania a todo o povo. Vale a pena lembrar: “Um país sem a orientação de Deus é um país sem ordem. Quem guarda a lei de Deus é feliz” (Provérbios 29.18).
Pastor Bruno A. Krüger Serves

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Culto de Aniversário da CEL "CRISTO PARA TODOS" de Ribeirão Preto

No domingo, dia 31/08, tivemos nosso culto de Ação de Graças pelo 18º aniversário da Igreja Luterana de Ribeirão Preto.
Tivemos um culto maravilhoso com liturgia dirigida pelo Rev. Fernando Eler e a pregação pelo Rev. Ismael I. Verdin.
Estiveram presentes membros da ILRP moradores de RP e região, visitantes vindos de Campinas, Limeira, Santa Rita do Passa Quatro, Porto Ferreira, São José do Rio Preto e Votuporanga.

Foi realmente um momento muito bonito de Louvor e Adoração a Deus.
Após o culto tivemos uma delicioso almoço com FEIJOADA feita pelo Sr. José Ezias e D. Creusa.
Vejam algumas fotos...











quinta-feira, 14 de agosto de 2014

CULTO FESTIVO DE ANIVERSÁRIO

     No domingo, dia 31/08, as 10 horas teremos nosso Culto de 18º Aniversário da Igreja Luterana de Ribeirão Preto.
   Convidamos os membros e amigos a virem louvar a Deus por mais um ano de bênçãos. 
   O pregador para este Culto Especial será o Rev. Ismael Verdim de  Porto Ferreira.
Após o culto teremos uma deliciosa FEIJOADA preparada pelo Sr. José Ezias e D. Creuza. 
  Vocês são todos muito bem vindos.
Venham Louvar com a gente!!!!
  Para o almoço precisamos que vocês confirmem suas presenças. Usem o telefone ou e-mail abaixo.
  Desde já agradecemos a participação e desejamos muitas e ricas bênçãos do SENHOR!
A Diretoria

sábado, 9 de agosto de 2014

O Pai, o Filho e o Tigre



Uma das notícias muito veiculadas nos últimos dias foi o episódio ocorrido no zoológico de Cascavel, onde um tigre atacou um menino, tendo seu braço amputado posteriormente.

Sobre esse episódio queremos conversar, especialmente pensando sobre ele nesse dia dos pais. 
Vamos enumerar os elementos: O zoológico, o tigre, a grade de proteção, o filho e o pai.

O que ocorreu foi que o pai permitiu que o filho ultrapassasse a grade de proteção e fosse acariciar o tigre e foi atacado pelo animal.

Foi interessante a reação das pessoas diante do fato. Alguns criticaram o zoo pela falta de segurança; outros, a insensatez do pai e outros, do próprio filho; alguns até sugeriram que o animal deveria ser sacrificado.

O zoológico se justificou, dizendo que havia a grade de proteção, inclusive com o aviso: “não ultrapasse: perigo”.

O pai deu uma primeira justificativa, dizendo que o filho gosta muito de animais e por isso ele permitiu. Além disso, não imaginava que isso poderia acontecer, que não havia perigo.

A pergunta que se impõe é: Qual é o pai que expõe seu filho ao perigo, em sã consciência?

Ou: Qual é o pai que não veria o perigo nessa situação?

As pessoas sensatas entenderiam que a grade de proteção e os avisos são suficientes para manter as pessoas afastadas do perigo. Qualquer pessoa sensata entende que ultrapassar esse limite é assumir um risco com conseqüências imprevisíveis.

Esse menino carregará por toda a vida as marcas de uma insensatez, dele e do pai.


Agora, vamos mudar os personagens. O cenário pode ser invisível, mas é real. O pai é Deus, o filho somos nós, o tigre representa o mal e o zoológico, nosso viver neste mundo. Faltou a grade de proteção com os avisos. Esses são a Palavra de Deus e os seus mandamentos.

Ao nos permitir viver neste mundo, Deus se preocupou em nos proteger e guardar. Ele colocou avisos, sabendo que há áreas onde corremos riscos fatais. É por isso que ele diz: “Não faça isso, não faça aquilo”. Há muitas pessoas que não gostam desses avisos, julgando que esses avisos restringem sua liberdade, não deixam que eles possam “curtir” a vida. Alguns até pensam: “eu sou muito inteligente, sei me cuidar. Esses avisos são para os outros”. Então ultrapassam os limites estabelecidos por Deus.

Deus, diferentemente do pai dessa situação, nos avisa para não ultrapassarmos os limites. Se o fizermos, ele se entristece, pois sabe dos riscos. Mesmo assim, o fazemos. Com isso mostramos ao pai que achamos que podemos tomar conta da nossa vida sozinhos. E muitas vezes, ao exemplo daquele menino, sofremos conseqüências terríveis.

Aquele menino sofreu muita dor. Até podemos imaginar ter nosso braço dilacerado. Mas a dor maior ainda deve estar martelando, não em seu braço, mas em sua mente. O arrependimento de ter ultrapassado os limites, apesar dos avisos.

Você provavelmente conheça, não uma, mas várias pessoas que carregam conseqüências geradas pela atitude de ultrapassar os limites estabelecidos por Deus. Podemos citar: gravidez indesejada, DSTs, outras doenças, ferimentos por acidentes, morte de amigos, etc. Assim como aquele menino, muitas pessoas choram amargamente por não terem ouvido e obedecido aos avisos. É uma dor, não só no corpo, mas na alma.

O pai do menino, correu para socorrer o filho, mas já era tarde. O estrago estava feito. Ele também chorou. E o fez por não ter impedido o filho de ultrapassar os limites de segurança e por saber ser impotente de consertar os estragos.

O nosso Pai celestial também “chora” quando ultrapassamos os limites. Ele sabe que sofreremos muito por não o ouvirmos. E Deus não gosta que seus filhos sofram. A grande diferença é que esse Pai pode nos socorrer. Ele é poderoso para fazer muito mais do que pensamos ou imaginamos. Mesmo que permita que carreguemos as conseqüências da nossa desobediência, ele sara nossas feridas espirituais.

É interessante pensarmos que, quanto mais o filho se aproxima do tigre, mais se afasta do pai. Quanto mais nos aproximamos do pecado, mais nos distanciamos de Deus. O lugar mais seguro é sempre perto do Pai.

Queridos pais: o que você está fazendo quando seu filho quer ultrapassar os limites estabelecidos? Infelizmente muitos pais estão tomando a mesma atitude insensata daquele pai do zoológico. Alguns dizem: Não quero tirar a alegria deles; Eles sabem o que estão fazendo!; Eles gostam, então deixa que façam; Não quero ser muito autoritário, tenho receio que meus filhos não vão gostar disso; eles são novos ainda, depois ele podem decidir o que fazer, precisam aproveitar a sua juventude. Etc....

Pergunto: se aquele pai soubesse do que aconteceria, ele teria deixado seu filho ultrapassar os limites de segurança? É claro que não! Ele teria gritado, corrido, segurado, teria brigado com seu filho. Não importa se o filho ficasse chateado. Ele sabia que estaria agindo para o bem de seu filho.

Queridos filhos: Como vocês estão ouvindo os avisos de seus pais, tanto os carnais como o Pai espiritual? Lembre-se que os limites que os pais colocam aos seus filhos são atos de amor, porque visam sempre o seu bem.

Pai: você está sendo sensato, colocando os limites certos aos seus filhos?

Filhos: Vocês estão sendo sensatos, dando ouvidos aos avisos de Deus e seus pais?

Para concluir gostaria que você lesse Efésios 6.1-4

Deus os abençoe e “FELIZ DIA DOS PAIS”

Rev. Albino Ariberto Nerling' via Pastores da IELB